AIA - Arquivo de Identidade Angolano (2017)

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MANIFESTO LGBTI Africano

August 15, 2017

 

17/05/2011 · por Sokari Ekine· em Políticas Queer 

 

Tradução livre de AIA - Arquivo de Identidade Angolano

 

O manifesto africano LGBTI saiu de uma mesa-redonda  composta por várias organizações LGBTI africanas realizada em Nairobi em Abril de 2010.

 

É um documento importante que estabelece claramente a base do movimento LGBTI e sua conexão com a luta pan-africana mais ampla para a libertação africana.

 

Como africanos, todos nós temos um potencial infinito. Defendemos uma revolução africana que englobe a demanda de uma re-imaginação de nossas vidas fora das categorias neo-coloniais de identidade e poder. Durante séculos, enfrentamos o controlo por meio de estruturas, sistemas e indivíduos que fizeram com que a nossa existência como pessoas desaparecesse eliminando a nossa coragem, criatividade e autoridade económica e política. Como africanos, defendemos a celebração de nossas complexidades e estamos comprometidos com formas de ser que permitam a autodeterminação a todos os níveis da nossa vida sexual, social, política e económica.

 

As possibilidades são infinitas.

 

Precisamos de justiça económica; Precisamos reivindicar e redistribuir o poder; Precisamos erradicar a violência; Precisamos redistribuir a terra; Precisamos de justiça de género; Precisamos de justiça ambiental; Precisamos de justiça erótica; Precisamos de justiça racial e étnica; Precisamos de acesso legítimo a instituições, serviços e espaços afirmativos e receptivos;

 

Em geral, precisamos de LIBERTAÇÃO total.

 

Estamos especificamente comprometidos com a transformação da política da sexualidade em nossos contextos. Enquanto as pessoas LGBTI africanas estiverem oprimidas, toda a África estará oprimida. Essa visão exige que nos comprometamos a: Reclamar e compartilhar as nossas histórias (passado e presente), nossas realidades vividas, nossas contribuições para a sociedade e nossas esperanças para o futuro; Trabalhar no fortalecimento não só de nós mesmos mas também das  nossas organizações, aprofundando nossos vínculos e compreensão das nossas comunidades, construindo alianças de princípios e contribuindo activamente para a REVOLUÇÃO.

 

 

ESSA REVOLUÇÃO PASSA POR :

 

Desafiar todos os sistemas e práticas legais que actualmente criminalizam ou buscam reforçar a criminalização de pessoas, de organizações, de criação de conhecimento, de auto-expressões sexuais e de construção de movimentos LGBTI.

 

Desafiar o apoio do Estado às normas que : a) oprimam a questão da sexualidade ; b) oprimam a questão de género; c) que sejam normas discriminatórias; d) que alimentem a opressão dentro de estruturas jurídicas e políticas e) que reforcem a opressão dentro de sistemas culturais .

 

Fortalecer os laços de respeito, cooperação, paixão e solidariedade entre pessoas LGBTI, em nossas complexidades, diferenças e contextos diversos. Isso inclui respeitar e celebrar nossas múltiplas formas de ser, auto-expressões e idiomas.

 

Contribuir para o reconhecimento social e político de que a sexualidade, o prazer e o erótico fazem parte de nossa humanidade comum. Colocando-nos de forma proactiva em todos os movimentos, construindo e apoiando a nossa visão.

 

 

Fim!

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